Mostrando postagens com marcador Serviço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serviço. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

INTENÇÃO MISSIONÁRIA

“Para que todo o Povo de Deus, por quem foi confiado a Cristo o mandato de ir e pregar o Evangelho a cada criatura, assuma com empenho a sua própria responsabilidade missionária e considere-a como o mais elevado serviço que pode oferecer à humanidade” - Comentário à Intenção Missionária indicada pelo Santo Padre para o mês de outubro de 2009

Cidade do Vaticano - Jesus Cristo foi enviado pelo Pai para a salvação dos homens. “Deus, de fato, não mandou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas confia à Igreja o mandato de prolongar a sua missão no mundo. “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19). Nos anos seguintes ao Concílio Vaticano II, disseminaram-se algumas correntes teológicas que, mal interpretando os textos conciliares, tentavam pôr em dúvida a necessidade da missão Ad Gentes. Consideravam que pregar a fé a outros homens era um atentado à sua liberdade. O Concílio afirmou: “Nem a divina Providência nega a ajuda necessária para a salvação daqueles que ainda não chegaram ao claro entendimento e reconhecimento de Deus, mas se esforçam, não sem a graça divina, para levar uma vida reta” (LG, 16). Por que então pregar o Evangelho se eles já podem conseguir a salvação?

Em sua Mensagem para o Dia Missionário Mundial 2009, que será celebrado no domingo, 18 de outubro, o Santo Padre Bento XVI recorda que a Igreja não prega o Evangelho por ânsia de poder ou domínio das pessoas: “Reafirmo com força muitas vezes o que foi dito pelos meus veneráveis Antecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou afirmar o seu domínio, mas para levar a todos o Cristo, salvação do mundo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução). Ao contrário: conhecer Cristo é encontrar a liberdade! Todos os homens têm direito de receber a Boa Notícia do amor de Deus e de alcançar a plenitude humana ao chegarem a ser filhos de Deus.

A Igreja tem uma vocação de serviço, à imagem do seu Mestre, que “não veio para ser servido, mas para servir”. Assim, o Santo Padre afirma: “Nós não queremos mais do que nos colocar a serviço da humanidade, especialmente daquela que mais sofre e é marginalizada” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, introdução).

A humanidade dos nossos tempos está vivenciando um desenvolvimento impensável no âmbito das ciências e da técnica, ao mesmo tempo, parece sofrer de um grave esquecimento dos valores mais profundos do homem. João Paulo II afirmava na encíclica “Redemptoris Missio”, que o homem contemporâneo perdeu o sentido das realidades principais e da sua própria existência (cfr RM, 2). Sendo assim, é parte essencial da missão da Igreja iluminar o caminho do homem apresentando Cristo, Luz de todos os povos.

“A humanidade inteira, na verdade, tem a vocação radical de retornar à sua origem, que é Deus, no Qual somente encontrará o seu cumprimento final por meio da restauração de todas as coisas em Cristo” (Mensagem para o Dia Missionário de 2009, n.1). A Igreja recebeu esta missão e não pode não ser fiel a ela. Anunciar Cristo não é uma tarefa qualquer, é o centro da vida e da missão da Igreja. A missão universal deve converter-se e uma constante fundamental da vida da Igreja. Anunciar o Evangelho, recorda ainda o Santo Padre, deve ser para nós, como foi para o Apóstolo Paulo, um empenho improrrogável e primordial.

A missão é tão essencial para a Igreja que os seus membros devem estar dispostos a dar testemunho de Cristo mesmo ao preço de sacrificar a própria vida. O sangue continua a ser o testemunho mais eloquente do amor por Deus e pelos homens. A Igreja deve enfrentar o mesmo destino do seu Mestre. “Recordai a palavra que eu vos disse: um servo não é maior do que seu patrão. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir” (Jo 15,20). A Igreja, portanto, segue o mesmo caminho e enfrenta o mesmo destino de Cristo, porque não age segundo uma lógica humana ou contando com as razões da força, mas seguindo o caminho da Cruz, e fazendo-se, em obediência filial ao Pai, testemunha e companhia de viagem desta humanidade.

Neste mês de outubro, mês missionário, somos chamados a intensificar a oração para o Espírito Santo, alma da missão, para que aumente na Igreja inteira, em todo o povo de Deus, a paixão de anunciar o Evangelho a todos os homens.

Fonte: Agência Fides - 30/9/2009

domingo, 13 de setembro de 2009

O DIACONATO PERMANENTE NA IGREJA

O Diaconato Permanente na Igreja - Perguntas e Respostas sobre o Diaconato Permanente
Escolheram Estevão, homem de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas, Nicolau e Estevão. Apresentaram-nos aos apóstolos e estes, orando, impuseram-lhes as mãos. (Atos, 13,3)
O que é Diaconato?
Diaconato é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. Os outros dois são o presbiterato e o episcopado, portanto, diáconos, presbíteros e bispos compõem a hierarquia da Igreja.
As mãos lhes são impostas para o ministério e não para o sacerdócio. Com a ordenação o diácono deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero. Esse Sacramento imprime caráter, que o faz diácono por toda a eternidade. Não há como retroceder.
O Diaconato é coisa nova na Igreja?
Não. O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Podemos ver em Atos 6,1-6 a imposição de mãos sobre os primeiros sete diáconos: Filipe, Prócoro, Nicanor, Tímon, Pármenas, Nicolau e Estevão que foi o primeiro mártir (At. 6,8-7,60). Podemos, ainda, ver outras referencias como Fl 1,1 e 1Tm 3,8-ss. Permaneceu florescente na Igreja do Ocidente até o século V, depois por várias razoes desapareceu.
Quando foi restabelecido?
Foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II. Inicialmente foi regulamentado pelo Papa Paulo VI, em 1967 no Motu Próprio Sacrum Diaconatus Ordinem. Em 31 de março deste ano, foram promulgados pela Congregação para o Clero as Normas Fundamentais para a Formação dos Diáconos Permanentes e O Diretório do Ministério e da Vida dos Diáconos Permanentes. Estes documentos deixam explícitos que a restauração do diaconato permanente numa Nação não implica a obrigação da sua restauração em todas as dioceses. Compete exclusivamente ao Bispo Diocesano restaurá-lo ou não.
Por que permanente?
Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o Sacramento da Ordem no grau de diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre, conforme costumamos dizer. O diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau superior, ficando permanentemente como diácono.
Ficando viúvo o Diácono permanente pode ser ordenado presbítero?
Na realidade pode. No entanto, precisa de uma autorização especial e ainda completar os estudos, da concordância do Sr. Bispo e do Conselho de Presbíteros e de forma preponderante, da certeza absoluta de sua vocação ao presbiterato. Contudo isso é importante: O DIÁCONO PERMANENTE QUE FICAR VIÚVO NÃO PODE SE CASAR NOVAMENTE.
O que é necessário para se tornar Diácono?
As normas da Igreja fazem algumas exigências: a formação deve durar pelo menos três anos (no mínimo mil horas) e deve conter obrigatoriamente Teologia Bíblica, Dogmática, Litúrgica e Pastoral; o candidato deve estar casado no mínimo cinco anos; tem que ter pelo menos 35 anos. Vida matrimonial e eclesial exemplares. Autorização verbal da esposa, no momento da ordenação e por escrito, arquivada no processo.
Todas as dioceses têm normas específicas, exemplo: segundo grau completo, situação econômica estável, indicação do pároco, entrevistas com o Bispo (inclusive esposas), idade superior a quarenta anos, retiros espirituais a cada seis meses para que se possa meditar sobre sua vocação; estar intimamente ligado a uma paróquia, onde venha prestando valiosos serviços; complementar seus estudos com Teologia Moral, História da Igreja, Direito Canônico e Mariologia. Ser homem de oração e assíduo na freqüência aos sacramentos.
Alguém pode se apresentar como candidato ao Diaconato?
De modo geral o candidato é escolhido entre aqueles que se sobressaem na comunidade por sua espiritualidade e engajamento na Paróquia, todavia, nada impede que alguém explicite ao pároco ou mesmo ao Bispo Diocesano sua vocação de servir à Igreja como ministro ordenado.
Quais as funções do Diácono?
DIACONIA quer dizer SERVIÇO, então o Diácono é ordenado para SERVIR. Faz parte do ministério do Cristo Servo, que veio para servir e não para ser servido. A Lumem Gentium diz que: servem o povo de Deus na Diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade (LG 29). Na Liturgia Eucarística, o diácono tem funções próprias: servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar para o abraço da paz, purificar os vasos sagrados e fazer a despedida. Deve, ainda, incentivar a participação correta e efetiva da assembléia na Divina Liturgia.
Então o Diácono só não pode consagrar?
Não é assim. O Diácono é ordenado para o serviço e não para o sacerdócio. Na realidade o diácono é ministro ordinário de apenas um Sacramento: o do Batismo. É também ministro ordinário da Comunhão Eucarística. Pode ainda ministrar todos os sacramentais; dar as bênçãos próprias de ministro ordenado (objetos de devoção, casas, automóveis, etc.), inclusive a bênção com o Santíssimo Sacramento. Tem ainda a faculdade de presidir a celebração do Matrimônio.
O Diácono pode exercer seu ministério em qualquer paróquia?
Teoricamente pode exercer seu ministério em qualquer lugar do mundo, afinal de contas ele recebeu um sacramento válido e a Igreja é Una, Santa e Católica, ou seja, é UNIVERSAL, no entanto, o diácono está intimamente ligado ao Bispo Diocesano a quem deve plena obediência. O Bispo pode colocá-lo como auxiliar de um pároco, contudo, ele tem a faculdade de auxiliar em outra paróquia, desde que disponha de tempo e tenha a autorização do titular competente.
Como fica a vida matrimonial do Diácono?
Os documentos de Santo Domingo nos dizem que o diácono permanente é o único a viver a dupla sacramentalidade - da Ordem e do Matrimônio. Um não elimina o outro. A vida matrimonial é, portanto vivida em sua plenitude. Esta é a razão pela qual a esposa tem que autorizar, por escrito, e de viva voz, no momento da ordenação. O Bispo pede a sua autorização para ordenar seu marido.
O Diácono recebe ordenado ou remuneração pelo serviço?
Absolutamente NADA. Todo seu trabalho é uma doação à Igreja, no entanto, nada impede que seja ressarcido de todos os gastos que venha a fazer como, por exemplo, com o combustível que gasta em suas locomoções no exercício de seu ministério. Geralmente o Diácono, além de nada receber, presta sua ajuda pecuniária à paróquia onde atua.
Porque a estola do Diácono é diferente?
A estola do sacerdote desce verticalmente ao longo do corpo, pois age in persona Christi. O ministério do diácono é voltado para o serviço à comunidade. A estola atravessada no peito mostra a horizontalidade de suas funções.
Há muitos Diáconos permanentes no Brasil?
O Brasil conta hoje com cerca de 1.855 diáconos e 1493 candidatos ao diaconato (cf. http://www.cnd.org.br/).
Existe alguma Diaconisa?
Não. Sempre foi norma na Igreja Católica conceder o Sacramento da Ordem apenas aos homens. As diaconisas de que fala a Bíblia Sagrada não receberam imposição das mãos, mas apenas exerciam a Diaconia (serviço) em sua comunidade.